exposição #01

Pioneiras

Elas venceram o preconceito e o machismo entre as décadas de 1940 e 1960 e fizeram da música suas vidas.

São Paulo/SP | 2009

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expediente

Coordenação geral: Ricardo Tacioli
Produção executiva: Andreia do Nascimento
Fotógrafos: Ernesto Rodrigues, Fernando Angulo, Jefferson Dias, João Correia, Otavio Valle, Renato Nascimento e Ricardo Ferreira
Ilustrador: Daniel Almeida / Fernando de Almeida (finalização)
Parceiros: TVO, TV Minuto e Cineboteco
Agradecimentos: Beto Previero, Biancamaria (Rádio Cultura AM), Brígida Rodrigues (Programa Click, da AllTV), cabelereira da Alaíde Costa, Centro Cultural Banco do Brasil/RJ, Clarah Lobo (Galeria Olido), Claudia Silva (TV Minuto), Claudio (amigo da Claudette Soares), Clodoaldo (Mairiporã Produções), Daniel Almeida, Daniel D’Angelo, Fábio Ribeiro (TVO), Edu Silva (Lua Music), Fernando Costa Netto (Cineboteco), Fernando de Almeida, Gravadora Revivendo, Herminio Bello de Carvalho, Laura Santos (Elemídia), Leila (Espaço Unibanco de Cinema), Luciene Caruso, Lívia Mannini, Manoel Carlos Jr., Marco Bailão, Maria (maquiadora da Inezita Barroso), Miriam Souza, Moisés Santana, Nelson Provença, Norma Bengell, Palmieri (Parque da Água Branca), Patrícia Cosme (Programa Click, da AllTV), Paulo Félix (Gato Negro), Pizzaria Veridiana, Rádio Record/AM, Raquel Ferreira, Ricardo Cravo Albin, Rogério Trentini, Sérgio Seabra, sobrinha da Carmélia Alves, Tatiana Engelbrecht, Termas Chuí, Thiago Marques, Thomas Bentes (TVO), TV Cultura, Vanderlei Lopes, Vera Camillo (Lua Music) e ao carinho, compreensão e dedicação de todas as artistas fotografadas.

A exposição fotográfica Pioneiras é uma homenagem à música brasileira e, claro, às mulheres. Focaliza 13 artistas de diferentes gêneros musicais que foram pioneiras em assumir o palco como meio de expressão pessoal e artística entre os anos 1940 e início dos anos 1960. Mulheres que romperam as fronteiras firmadas pela sociedade da época, que as condenavam ao universo doméstico ou a determinadas atividades profissionais. Mulheres que materializaram o desejo de serem artistas num meio dominado pelos homens e pelo machismo. Mulheres que contribuíram para que as gerações seguintes enfrentassem menos trânsito para se expressar sobre temas vistos da perspectiva feminina.

Pioneiras também marca o nascimento deste grupo de sete fotógrafos profissionais que se dedica a registrar e difundir imagens da música brasileira contemporânea. Filiado editorialmente ao Gafieiras, o grupo tem na difusão não-convencional a chave para que este conteúdo fotográfico ultrapasse as galerias e os veículos especializados. A multicolor e sincrética música brasileira tem de circular pelo maior número de pessoas.

Assim, além de seu site oficial, a exposição Pioneiras estará nas mídias indoor nos metrôs (TV Minuto) e ônibus (TVO) da capital paulista, além dos 150 bares de São Paulo e do Rio de Janeiro que integram a rede CineBoteco. Durante um mês, a partir deste 8 de março de 2009, cerca de 2 milhões de pessoas por dia terão a companhia de Inezita Barroso, Alaíde Costa, Ademilde Fonseca, Dóris Monteiro e outras nove mulheres que, em plena atividade artística, toparam ser clicadas em ambientes extrapalco.

Atemporal, esta exposição é um convite fotográfico para curtir e descobrir as histórias dessas 13 pioneiras que, antes de tudo, escolheram a música para viver.

Ademilde Fonseca

por Jefferson Dias

Foi em Santa Cecília, bairro do centro paulistano, e em janeiro que tudo se acertou. Já com a pauta do primeiro trabalho definido, o grupo comprovou em uma de suas reuniões a necessidade de pelo menos um fotógrafo ir ao Rio de Janeiro. Não havia como escapar: ali moravam importantes mulheres que completavam nossa escalação.

Assumi a missão de correr para a ex-capital federal e, num fim de semana, fotografar quatro artistas. Uma delas, e a primeira, era Ademilde Fonseca.

Depois de uma noite no ônibus e com a muda de roupas depositada num hotel no Largo da Carioca, peguei um táxi para Copacabana, onde a Rainha do Choro Cantado mora. Sorridente e falante, Ademilde não aparenta os 87 anos de vida. Posou em seu apartamento, contou algumas histórias,e com óculos de sol no rosto, estampou uma das paredes da recepção de seu prédio.

A vitalidade e firmeza de Ademilde mostram a felicidade mesmo para uma artista que tem sua projeção nos dias de hoje menor do que sua obra merece. Como um tônico revigorante, a intérprete que nunca reduziu a marcha ao cantar “Brasileirinho”, injetou ainda mais disposição ao Pioneiras. E combinamos: no domingo de manhã nos veríamos no aniversário de sua amiga, a contemporânea Carmélia Alves.

A cantora Ademilde Fonseca, a "Rainha do Choro Cantado". Foto: Jefferson Dias
A cantora Ademilde Fonseca, a "Rainha do Choro Cantado". Foto: Jefferson Dias/Gafieiras
A cantora Ademilde Fonseca, a "Rainha do Choro Cantado". Foto: Jefferson Dias

Alaíde Costa

por João Correia Filho

Uma primeira conversa com Alaíde Costa, que serviria para acertar os detalhes da sessão de fotos, foi desmarcada por um compromisso inadiável: havia conseguido um horário com a cabeleireira que frequenta há 18 anos, responsável por fazer suas famosas tranças, marca registrada da artista. Após um momento de decepção, surge a idéia: mas, então, por que não fotografá-la durante esse momento tão único, tão íntimo, tão representativo? Sem cerimônias, Alaíde aceitou a proposta e lá fui eu.

Em uma pequena casa no bairro paulistano do Rio Pequeno, os cabelos de Alaíde Costa se transformaram. No entanto, o lugar não tem o glamour e o luxo que se poderia imaginar para alguém que já pisa os principais palco do Brasil há mais de cinco décadas. Ali, as paredes estão desgastadas, o espelho está sobre um armário improvisado e as pessoas passam concentradas em seus afazeres cotidianos.

Ironicamente, o que viria a ser a sessão de fotos oficial teve que ser cancelada. Alaíde Costa torcera o pé ao cair da escada de sua casa. Soube disso quando cheguei à casa da artista para a prometida conversa em que acertaria os detalhes. No entanto, dessa vez, não lamentei a mudança de planos. Fiz mais algumas imagens, claro, mas com a tranquilidade de quem sabia que o trabalho já estava concluído. Sorridente, apesar do transtorno de não poder andar, Alaíde serviu um café, conversou, sentou-se ao piano em que compõe suas músicas e esbanjou simpatia. Mais uma vez, ela estava à vontade, simples, despretensiosa, com a serenidade de quem não faz da vida um grande palco, mas faz do palco a sua vida

A cantora, compositora e pianista Alaíde Costa na cabeleleira. Foto: João Correia Filho
A cantora, compositora e pianista Alaíde Costa na cabeleleira. Foto: João Correia Filho
A cantora, compositora e pianista Alaíde Costa na cabeleleira. Foto: João Correia Filho
A cantora, compositora e pianista Alaíde Costa na cabeleleira. Foto: João Correia Filho
A cantora, compositora e pianista Alaíde Costa na cabeleleira. Foto: João Correia Filho

Áurea Martins

por Jefferson Dias

Quando ainda o time de artistas do Pioneiras estava sendo montado, Herminio Bello de Carvalho sugeriu Áurea Martins. Com mais de 45 anos de carreira, a cantora tem apenas três discos, o mais recente, Até sangrar (2008), produzido pelo incansável poeta carioca.

De Copacabana, onde havia fotografado Ademilde Fonseca de manhã, voei para o Catete, onde Áurea reside. De todas as artistas que eu encontraria no Rio, ela era única que tinha um espetáculo no mesmo dia da sessão de fotos. Nada mais instigante do que acompanhá-la em seu apartamento até sua chegada no palco do Centro Cultural Banco do Brasil. Do encontro, às 13h, até o início do show, às 19h, somente desgrudei da artista durante as trocas de roupa.

Receptiva e envolvida com o espírito do projeto, Áurea esqueceu de mim durante essas mais de seis horas, quesito ideal para qualquer fotógrafo. Aí testemunhei esta cantora da noite que venceu em 1969 a “Grande Chance”, concurso criado por Flávio Cavalvanti, esparramada no chão lendo jornal, conversando ao telefone, tomando café e se aquecendo no camarim do teatro onde cantou para Herminio e para dezenas de privilegiados.

A cantora Áurea Martins. Foto: Jefferson Dias
A cantora Áurea Martins. Foto: Jefferson Dias

Carmélia Alves

por Jefferson Dias

Domingo. Aniversário de Carmélia Alves. E para comemorar os 86 anos da rainha do baião, uma festa especial. Um grande almoço com pocket-show permanente dos amigos-artistas realizado no Instituto Cravo Albin, na Urca.

Transitando anônimo pelos convidados, minha presença somente se tornou relevante e oficial quando Ademilde Fonseca me avistou e me abraçou. Como havia anunciado, não poderia faltar no aniversário da amiga.

Diferentemente das outras artistas que havia fotografado no Rio, clicar Carmélia não seria tarefa fácil. Era um ambiente incomum para a proposta do projeto; dificilmente conseguiria dispor de mínimos 40 minutos junto à cantora. Ali a festa era sua e todos faziam questão da proximidade territorial com a aniversariante.

No entanto, assim que a refeição começou a ser servida, e com o auxílio de sua sobrinha e do anfitrião Ricardo Cravo Albin, roubei Carmélia por uns instantes. Antes dos cliques, passou por uma mesa e pegou um enfeite. E nem mesmo nas poucas fotos que consegui capturar, Carmélia estava sozinha. Fez questão de ser fotografada com a bandeira do seu time do coração. Aí, nada mais justo.

A cantora Carmélia Alves. Foto: Jefferson Dias

Claudette Soares

por Fernando Angulo

A idéia era fotografá-la em algum canto que tivesse uma relação emocional com sua carreira. Ela mesma sugeriu a Pizzaria Veridiana e a área de lazer do edifício onde mora, em São Paulo.

Com sorriso estampado e paciência para posar durante mais de três horas naquela tarde quente, a sessão com a carioca e precursora da bossa nova em São Paulo foi recheada de histórias e lembranças: algumas sobre a rotina doméstica e outras sobre o início de carreira, os shows e a movimentação nos bares badalados da época.

Um deles era o antológico João Sebastião Bar, hoje a famosa pizzaria entre as ruas que a batiza e a Maria Antonia. Ali, enquanto era fotografada, Claudette resolvia uma pendenga. A memória afetiva não engolia o forno no lugar do palco onde cantou sobre o piano (sua marca registrada) ao lado de outras bossas na década de 1960.

A autorização da síndica para fotografá-la nas áreas comuns do edifício foi mera formalidade. A síndica, fã de Claudette, nunca lhe negaria esse pedido. Aos 72 anos subiu e desceu as muretas que cercam o jardim como uma menina. Sorriu espontaneamente, mas também encenou repetindo que não tinha jeito pra aquilo. Bobagem! Claudette desfilou elegância em seu inseparável salto alto, adotado lá trás para aumentar sua estatura em uns tantos centímetros. Mera vaidade. Na música nunca precisou deste artifício.

A cantora Claudette Soares. Por Fernando Angulo.
A cantora Claudette Soares. Por Fernando Angulo.
A cantora Claudette Soares. Por Fernando Angulo.
A cantora Claudette Soares. Por Fernando Angulo.
A cantora Claudette Soares. Por Fernando Angulo.
A cantora Claudette Soares. Por Fernando Angulo.

Claudia morenA

por João Correia Filho

Claudia Morena vive numa cobertura em Campinas, cidade que adotou como sua há 37 anos. Adora Campinas. Nascida em Cabo Frio, no estado do Rio de Janeiro, ela se mudou para lá e não saiu mais. Mora no último andar de um edifício e, de lá de cima, tem uma visão privilegiada da cidade.

É nesse cenário que Claudia se coloca para as fotos. Primeiro por estar em sua casa, perto de seu marido, de suas coisas e de suas duas cachorras, Babalu e Pipoca. E também porque já se acostumou com cliques e outros melindres do sucesso. Faz pose, vira o rosto, pergunta se está bom, expõe sua beleza. A moça encantadora que começou sua carreira em meados dos anos 1950, ainda preserva os traços belos de quem viu a vida passar de forma musical.

À vontade ela também confessa que é avessa à internet e computadores. No entanto, brilha virtualmente: possui uma comunidade no Orkut, há mais de 60 vídeos no Youtube e centenas de páginas com o verbete Morena. O curioso é que pela internet se nota uma confusão com seu nome artístico: existe tanto Claudia Morena quanto Moreno.

“Sou de uma época que quase ninguém usava o nome real. Quando comecei minha carreira, me disseram que eu seria Claudia Morena graças à minha pele. Mas quando fui me registrar na Ordem dos Músicos, houve um engano e escreveram Moreno”, explica a artista. Hoje, brinca com a pequena confusão e ratifica: “sou Claudia Morena”. Para quem conhece a vida e a obra da artista, nada disso importa.

A cantora Claudia Morena. Foto: João Correia Filho
A cantora Claudia Morena. Foto: João Correia Filho

Dona Inah

por Ernesto Rodrigues

Cheia de simplicidade e alegria, Dona Inah me recebeu numa manhã ensolarada de quinta-feira, logo após o Carnaval. Com o sorriso largo e muita simpatia, disse: “Você vai tomar um cafezinho comigo hoje! Já estou fazendo”. O astral de Dona Inah em casa é o mesmo que leva e encanta nos palcos. Preparou-se para fazer as fotos. Arrumou-se com muita vaidade, e colocou até perfume. Queria mostrar nas fotos a sua imagem autêntica: alegria e descontração.

Para a sessão fotográfica, posou em sua sala, onde passa momentos em família. Decorado com alguns quadros que marcam momentos de sua carreira nos quatro cantos do mundo, o lugar é aconchegante e discreto. Também mostrou seu quarto de costuras. Ali é o seu outro mundo. Sentada atrás de uma máquina Singer, revelou que o ofício de coser é uma paixão. Claro, como o samba.

A cantora Dona Inah em sua casa, em São Paulo. Foto: Ernesto Rodrigues
A cantora Dona Inah em sua casa, em São Paulo. Foto: Ernesto Rodrigues

Dóris MOnteiro

por Jefferson Dias

Ela estava na casa de amigas quando recebeu a ligação e o convite para participar do Pioneiras. Pediu que retornasse o telefonema às 22h do mesmo dia, quando então estaria em casa. Poucos minutos após o combinado, Dóris ouviu atentamente as explicações sobre o projeto e topou, mas relutou sobre o horário. Não queria ser fotografada pela manhã por temer a cara amassada de uma noite de sono, que não poupa nem mesmo uma rainha do rádio.

A produtora do projeto também havia sugerido fotos pela orla da praia, mas Dóris negou. Disse que já não se expõe tanto ao sol. No auge da mocidade passava horas nas areias de Copacabana, que somente eram interrompidas quando da praia avistava a toalha vermelha exposta na janela do apartamento onde morava com os pais. Era o código criado entre ela e a mãe para que pudesse atender os telefonemas de trabalho.

Entre a indecisão sobre local e hora, Dóris abriu as portas de sua casa em reforma. Pediu uma foto na mesma posição em que estava no porta-retrato exposto na sala. Era o antes e o depois da bela cantora que iniciou carreira no rádio aos 17 anos de idade.

Somente em São Paulo percebi a cor da sua roupa e a janela que forneceu luz para estas fotos. Era como se, em vez de ser chamada da praia, Dóris era quem abria a janela e convidava o público para conhecer sua história e música.

A cantora Dóris Monteiro em seu apartamento no Rio de Janeiro. Foto: Jefferson Dias
A cantora Dóris Monteiro em seu apartamento no Rio de Janeiro. Foto: Jefferson Dias

Eudóxia de Barros

por Otavio Valle

A rua onde mora Eudóxia de Barros parece saber que ali vive uma pianista. Calma e tranquila, pode-se ouvir até pássaros cantando. Nem dá para acreditar que se está a poucos metros da agitada avenida Sumaré, zona oeste de São Paulo.

Eudóxia também é assim: calma e tranquila. Vamos para sua sala de estudos. Um pequeno cômodo nos fundos de sua casa. Lá, pilhas de livros e partituras dividem o espaço de três metros quadrados com três pianos. Um deles é um mítico Steinway & Sons de cauda, lindo e enorme.

Com a maior simplicidade, a pianista que um dia trocou uma carreira de êxito internacional para levar a música erudita Brasil afora, pergunta: “O que você quer que eu toque? Mozart, Chopin, Ernesto Nazareth?”. Finjo que tudo isso é simples e digo com uma falsa naturalidade: “Pode ser algum estudo do Chopin!”. Mergulho no som das notas tecladas pela pianista, e as fotos saem com a mesma serenidade de Eudóxia.

A cantora Dóris Monteiro em seu apartamento no Rio de Janeiro. Foto: Jefferson Dias

Inezita Barroso

por Renato Nascimento

Eu já havia fotografado Inezita Barroso outras vezes, pela TV Cultura. Mas agora era diferente.

A locação, a Casa de Caboclo, no Parque da Água Branca em São Paulo, foi escolhida por ela, que não precisou revelar o motivo óbvio. A novidade foi descobrir que a “musa da intelectualidade dos anos 1950” frequentava o parque desde seus 10 anos de idade. Entre acenos, olás e abraços deixados pelo caminho, Inezita falou sobre Carmen Miranda, Mário de Andrade, e a paixão pela piscina, além de se encantar com o gingado de um galinha caipira que corria pelos canteiros.

Dois dias depois, dia do seu 84º aniversário, fui ao Teatro Franco Zampari, onde é gravado o Viola minha viola, programa semanal há quase 30 anos no ar. “Não é que você veio mesmo, menino!”, falou ao me ver. Pediu para esperar. Esperei. Mas preferi falar direto com o produtor do programa que, sem pestanejar, afirmou que não ia rolar. Vencido pela minha retórica, voltou do camarim com o meu passe livre. “Tá com moral, hein, moleque!?” E assim fiquei, mais uma vez, na sombra de Inezita.

Chegada a hora, agradeci a oportunidade e me despedi. “Você me fotografa esses dois dias e vai embora sem comer um pedaço de bolo do meu aniversário?”, bronqueou sorrindo. Tinha como negar?

A cantora e apresentadora de programa de TV e rádio Inezita Barroso no Parque da Água Branca, em São Paulo. Foto: Renato Nascimento
A cantora e apresentadora de programa de TV e rádio Inezita Barroso no Parque da Água Branca, em São Paulo. Foto: Renato Nascimento

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