O baque de Leandro Medina

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.

por Marcelino Freire

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.

Faz tempo que eu não venho aqui, à página do Gafieiras. Eta danado! Andei viajando. Outros sons no juízo, enfim, assado. Tanta coisa na vitrola. Perdão pela demora.

Voltemos. 

Hoje, vamos a Belém do Pará. Não o da Fafá. Quero falar da cidade de Leandro Medina. Compositor e dançarino que vive em São Paulo já faz umas luas. 

Quem me apresentou à sua música foi Fabiana Cozza. Ela uma das primeiras cantoras (senão a primeira) a gravar/cantar suas canções. Cheias de orixás. Baques e Clementinas. 

Lembro-me quando Medina foi lá em casa, levado pela Cozza. Coisa de enfeitiçar. Eu disse para ele: “vamos gravar um CD”. Não sou produtor. Não entendo nada de estúdios. Mas queria fazer alguma coisa. De quando em vez me dá esse vexame. De ajudar um batuque a batucar, sei lá. O que não pode é talento assim ficar calado. Sem se manifestar. 

E não ficou. Manifestação é com o cabra. Na raça. Foi ele quem criou a Banda do Baque, lançada em 2001 com o álbum Manifesta (Rainbow Records). Isso quando não toma a praça como dançarino.  

Tenho certeza de que você já o seguiu pela ruas da Vila Madalena. Medina é um dos fundadores da Cia. de Artes do Baque Bolado que, desde 1996, tem popularizado o maracatu por aquelas bandas. E bandas outras. Já passou pelo Balé Popular da Amazônia e pelo Abaçaí – Balé Folclórico de São Paulo. 

Por isso as suas composições, creio, trazem esse remelexo. Esse grito guerreiro. Basta ter visto a homenagem que fez ele à Dona Canô, por exemplo. Música, essa, apresentada, no ano passado, no Festival de Música da TV Cultura. Explico: Medina foi um dos mais aplaudidos finalistas do Festival, etc. e tal. O povo torceu. E seguiu o ritmo. Repito: um feitiço qualquer que suas letras têm. Amém. Saravá aos Santos. Louvação e agradecimento. 

Ritual poético-dançarino-musical que ele prepara, agora, para invadir, no dia 19 de julho, o palco do SESC Vila Mariana. Explico: como um dos concorrentes do Prêmio Visa – Edição Compositor (abro, aqui, uns parênteses para dizer que a Alzira e o Arruda, que foram assunto aqui do Letras & Músicas, também estarão na disputa do Prêmio e maravilha – com apresentação no dia 9 de agosto). 

Eta danado e eta gôta! 

O que mais dizer? 

Suas músicas vão além de Belém. Coisa que vem também, confessa, inspirada em João Cabral de Melo Neto. E até na pernambucraniana Clarice Lispector. O cabra tem paixão por literatura, ave! Pensa inclusive, um dia, em publicar um livro de poesia. Uma vez, me mostrou algumas, anotadas. Quando não, cantaroladas. 

“Se a água é branca
Se o baque é meu
Valeu, Clementina” *

Valeu, Leandro Medina!

—–
* Trecho da música “Valeu, Clementina”, de Leandro Medina, gravada por Fabiana Cozza no CD O samba é meu dom.

Foto de Marcelino Freire

Marcelino Freire

(Sertânia,/PE, 1967) Escritor, autor de Escaravalha, Contos negreiros, Rasïf - Mar que arrebenta, entre outros.

Leia também

Sucesso

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.

João do Norte ao Leste

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.

ThumbColunaNewYorker-1.webp

Título da coluna 4

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.

Mais que entrevistas grandes, grandes entrevistas

Copyright 2026 Gafieiras. Todos os direitos reservados.